segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Outono...

Outono...

Tão real! Existencial...
Caem as folhas, ficam os ramos
Doce/amargo sabor da vida 
Identificado pelo paladar do homem 

Outono... 
Suaves melodias! Notas caladas... 
Presença que alenta a alma
Ausência que alerta o coração
Fim do caminho? Novas encruzilhadas...

Outono... 
Inverno, primavera, verão
Apagam-se as luzes... Ciclos se completam 
Nada se perde, tudo se ganha 
Vivendo a magia de cada estação

Maria Aparecida Giacomini Dóro

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Poema Sobre as Estações do Ano

Primavera... 
... flores... cores... alegria...
Verão...
... calor... praia... emoção...
Outono... 
... renovação... 
Inverno...
... frio... cobertor... lareira...
Você...
... primavera... verão... outono... Inverno...
Porque...
Como a Primavera...
... transmite alegria, com seu sorriso
... irradia beleza, tal qual as flores
... chama a atenção, igual as cores
Como o Verão...
... queima, mas com seu amor
... encanta, tal a praia, seu encanto
... emociona, aquele, que lhe encanta
Como o Outono...
... renova esperanças, daqueles que a amam
Como o Inverno...
... chama o frio, para que seja aquecida
... pelo cobertor, ou, caso, queira, pelo seu amor
... e a chama da lareira, traduz a força de sua paixão.

Marcelo de Castro Costa

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Poema;Vento Leva-me Contigo...

Vento que passas, leva-me contigo.
Sou poeira também, folha de outono.
Rês tresmalhada que não quer abrigo
No calor do redil de nenhum dono.
Leva-me, e livre deixa-me cair
No deserto de todas as lembranças,
Onde eu possa dormir
Como no limbo dormem as crianças.

Miguel Torga

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Poema;Crepúsculo de Outono

Crepúsculo de Outono

O Crepúsculo cai, manso como uma benção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélicas pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

O outono amarelece e despoja os lariços.
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a alvura unânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale...o horizonte purpúreo...
Consoladora como um divino perdão.

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e uma tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

Manuel Bandeira

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Poema...O Dom de Amar

Algumas pessoas deixam transparecer que o mundo é quadrado, 
e que tudo giram em torno delas. 
Cobram gentilezas mas raramente distribuem um bom dia, 
sorriem apenas para aqueles que lhes convém , 
preocupam-se apenas com elas, 
visando seus interesses.. 
Essas pessoas brilham apenas no escuro, 
trazem na alma o peso da soberba, 
compram sentimentos como o fazem com as vestes, 
descartando-os sem hesitar. 
Infelizes pessoas que possuem tudo, 
menos o dom de Amar....

Rosely Andreassa