Não é o brilho da pele
nem o desenho perfeito do rosto
que revela quem somos.
A verdadeira luz nasce por dentro,
silenciosa, constante,
como uma chama que não se apaga.
Há quem caminhe pelo mundo
com o exterior feito de ouro,
mas o coração vazio.
E há quem, simples como a brisa,
carregue universos inteiros
na delicadeza de um gesto,
na bondade que oferece sem pedir retorno.
A beleza verdadeira
não se vê —
sente-se.
Ela floresce no olhar que acolhe,
na palavra que cura,
na coragem de ser autêntico
mesmo quando o mundo pede máscaras.
O exterior muda,
desvanece,
segue o tempo.
Mas o interior, quando é luz,
permanece.
E quem aprende a enxergar assim
descobre que o mais belo
é sempre aquilo que não se pode tocar.

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