A cabana junto ao rio,
pequena, serena,
como se tivesse nascido do próprio silêncio da água.
O telhado de madeira guardava histórias antigas,
e a luz da tarde pousava sobre ela
com a delicadeza de um sonho que não quer acordar.
No rio, um barco esperava.
Cordas soltas, madeira suave,
como se soubesse que cada viagem
começa primeiro no coração.
A corrente leve tocava o casco
com murmúrios que só a natureza entende.
Então, o cisne ergueu voo.
Branco, imenso,
um fragmento de pureza contra o céu dourado.
Suas asas cortaram o ar
como páginas de um livro sagrado,
e o rio refletiu sua passagem
como quem guarda um milagre.
A cabana, o barco e o voo —
três instantes unidos
num mesmo sopro de beleza.
E o rio, eterno guardião,
levou consigo o brilho daquele momento,
para que nunca se perdesse.

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